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cruzeirosswing 1A livre manifestação da sexualidade é sinônimo de tabu desde sempre. Mas o mundo aparentemente underground das festas liberais pode revelar muito mais do que relações sexuais coletivas e despreocupadas. Fomos conhecer de perto duas casas do chamado entretenimento adulto na região da Barra e do Recreio, recintos onde normalmente celulares e câmeras não são permitidos, e apresenta aqui o retrato de um público composto por artistas, políticos, jogadores, empresários e desembargadores, mas também por pessoas comuns, com as quais se pode cruzar no dia a dia em qualquer ambiente.

A curiosidade é o que leva a maioria a driblar a timidez e o ciúme e a cruzar pela primeira vez as portas destes espaços, liberando fetiches ou fantasias sexuais. O sucesso se reflete nos números, conta Rodrigo Schiess, gerente de marketing da Vogue Club Rio, versão carioca da famosa casa de São Paulo que completa um ano na Avenida Fleming:

— No sábado, o dia mais movimentado, recebemos até 350 casais. Só de iniciantes são 40 por semana. Muitos buscam apimentar a relação, experimentar algo novo ou até salvar um casamento. Já ouvimos muitos depoimentos de casais que saíram de uma crise assim. Aqui eles realizam suas fantasias de forma consentida.

Há até um “Cupido do sexo”, explica Schiess, para orientar casais que chegam pela primeira vez (identificados com pulseira diferenciada), apresentando-os a outros.

“Isso aqui é a Roma Antiga no mundo de hoje”. É assim que M.E., de 48 anos, profissional da área de imóveis e cliente assíduo da Vogue, descreve o espaço que frequenta com a mulher, da mesma idade. Como muitos casais iniciantes na prática do swing, ele conta sobre os receios que ambos enfrentaram antes de mergulhar neste universo, há 20 anos.

— O medo sempre foi o “dia seguinte”. Demoramos muito para nos relacionar com outros casais e conversamos bastante, mas depois da primeira vez descobrimos que é a melhor coisa da vida. Chamo isso de diversão adulta para casais bem resolvidos, e não necessariamente para fazer sexo. É um programa como ir à praia — garante M.E., acrescentando que frequenta o local toda semana.

Apostando no conceito de balada liberal sofisticada, a casa oferece festas temáticas, de terça a domingo, das 22h às 5h. Somente às sextas, a programação é GLS.

TEM GENTE QUE VAI SÓ PARA OLHAR

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Numa festa liberal, as possibilidades, explica Rodrigo Schiess, da Vogue, são diversas: há casal que se relaciona com mulher solteira; mulher solteira que se relaciona com dois homens; troca de casais; casais que não trocam, mas que namoram em ambiente coletivo; e voyeurs, que vão apenas para assistir aos demais, já que, no mundo liberal tudo é permitido, mas “nada é obrigatório”. No sábado, entram casais e mulheres solteiras (grátis). Há uma cota de 15 homens solteiros por festa, e eles só têm acesso ao primeiro andar, onde há a boate.

— A restrição acontece porque a maioria dos homens que praticam swing ou ménage são heterossexuais, e as mulheres, bissexuais. Elas agradam a todos os gostos. Na hora da abordagem a outros casais, mulheres conversam com mulheres e homens conversam com homens — conta Schiess.

O convite para experimentar uma festa liberal geralmente parte do homem, mas há exceções. É o caso de H.S., universitária, de 30 anos, que, pela dica de uma amiga, passou a frequentar a Vogue com o marido C.S., empresário, de 34 anos, e descobriu uma nova orientação sexual.

— Na primeira vez, fiquei assustada, chorei e até me senti suja. Depois percebi o respeito que existe aqui. Eu danço e posso até ficar pelada que ninguém mexe comigo — diz H.S., frequentadora há quatro anos. — Com o tempo, passei a sentir desejo por mulheres também. O bi feminino é comum neste meio.

O primeiro ambiente da casa de dois andares tem o clima de uma boate comum, não fossem as barras de pole dance espalhadas pela pista de dança, os objetos de decoração de acordo com o tema da festa e o show de striptease feminino e masculino. É ali que começam os primeiros contatos, mas a liberdade total acontece no segundo andar, acessível apenas para casais e mulheres. Nele, há uma espécie de labirinto com pequenas cabines (às quais qualquer pessoa tem acesso, mesmo que elas estejam ocupadas), quartos temáticos e ambiente para ensaios fotográficos. Durante a noite, há ainda gincanas e um artista fazendo caricaturas eróticas.

Todas as atrações são gratuitas e, em geral, oferecidas por colaboradores que também são swingers, como forma de deixar os clientes mais à vontade. Além das festas, durante a semana os casais podem aproveitar cursos como massagem tântrica, pole dance e pompoarismo. Alguns são ministrados na própria casa; outros, em estúdio externo.

O Paris Café, na Avenida das Américas, há dez anos administrado pela mineira Sylvia Keler, é outra casa liberal da região. Funciona como termas durante a semana e, aos sábados, a partir das 22h, cede lugar à festa do ménage à trois, com shows, onde homem sozinho não entra. Após o ingresso do casal ou da mulher sozinha, todos os espaços do prédio de cinco andares, no Recreio, podem ser usados sem restrições: boates com pole dance, quartos coletivos e reservados, cobertura com piscina, jacuzzi, dark room e lounges, além de suítes.

— Tem gente que chega pela primeira vez e já entra na brincadeira. Há muitos espaços na casa, mas às vezes o sexo acontece até nas escadas ou no elevador — diz Sylvia. — Quando há desentendimento por ciúmes, eu mesma converso com o casal para ajudar a resolver.

Casados há três anos, depois de 11 de namoro, a professora A.M., de 28 anos, e o marido B.M., de 29, começaram a frequentar a casa em 2009, por curiosidade.

— Já tive preconceito, mas pesquisamos bastante e nos surpreendemos. É um momento de liberar fantasias, se exibir e apimentar a relação. Rolam trocas de carícias, mas no nosso caso sem penetração, por considerarmos mais íntimo — diz A.M., que passou a noite de núpcias no local, onde chegou vestida de noiva.

A casa recebe 150 casais por festa, explica Sylvia:

— O público do Paris Café, em geral, tem um poder aquisitivo alto. Tem casal que gasta de R$ 800 a R$ 1.200 na casa. É um programa muito prazeroso para se fazer mensalmente, sem atrapalhar a vida social comum.

A dona de casa M.A., de 35 anos, conta que, no dia seguinte à primeira experiência na casa com o marido, R.A., funcionário público, ficou com medo do que ele poderia pensar dela.

— A fantasia dos homens de ter duas mulheres ao mesmo tempo é comum. E foi um plus na nossa relação — conta M.A., que é casada há nove anos e tem o desejo de ver o marido com outro homem, algo malvisto no swing.

Sem ciúmes, a relação entre o casal conhecido no meio como Julio e Michele, frequentadores há seis anos, virou até negócio. Além de promover festas particulares em motéis, ele criou o site em que a mulher trabalha como stripper.

— Homem é criado para ser pegador. Se não houvesse essa traição consentida, estaríamos separados. Mas, em família, assumimos outra postura por convenções sociais — diz Julio, que tem 35 anos.

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